Há quinze dias, recebi em casa meus grandes e melhores amigos Waldir e Sueli. Foi uma visita serena, despretensiosa, daquelas que poderia receber todo o final de semana e ainda querer mais. Temos uma história juntos. Uma história de família, de afeto, de afinidades e principalmente de muito respeito.
Hoje, recebi um presente deles: uma caixa com muitos alfajores Havana, meus prediletos. Com os alfajores vieram também a doçura de nossa amizade, a gratidão por tê-los em minha vida, a certeza e a segurança de poder contar sempre com eles.
Amigos-irmão, para vocês:
Ter afinidade é muito raro, mas quando há afinidades em uma relação, não são necessários códigos, convenções ou regras para o relacionamento. A afinidade já existia antes do próprio conhecimento, se irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem, sensibilizam.
Afinidade é receber o que vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. É sentir e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber. É um sentimento singular, discreto e independente, que não tem por critério nem tempo nem distância e que faz com que sejamos serenamente felizes.

Escrito por desabsorvido 



