afinidades

21/09/2010

Há quinze dias, recebi em casa meus grandes e melhores amigos Waldir e Sueli.  Foi uma visita serena, despretensiosa, daquelas que poderia receber todo o final de semana e ainda querer mais. Temos uma história juntos. Uma história de família, de afeto, de afinidades e principalmente de muito respeito.

Hoje, recebi um presente deles: uma caixa com muitos alfajores Havana, meus prediletos. Com os alfajores vieram também a doçura de nossa amizade, a gratidão por tê-los em minha vida, a certeza e a segurança de poder contar sempre com eles.

Amigos-irmão, para vocês:

Ter afinidade é muito raro, mas quando há afinidades em uma relação, não são necessários códigos, convenções ou regras para o relacionamento. A afinidade já existia antes do próprio conhecimento, se irradia durante e permanece depois que as pessoas deixam de estar juntas.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem, sensibilizam.

Afinidade é receber o que vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. É sentir e não ter necessidade de explicação do que está sentindo. É olhar e perceber. É um sentimento singular, discreto e independente, que não tem por critério nem tempo nem distância e que faz com que sejamos serenamente felizes.


ser mãe é isso

27/04/2010

Autor:  Maria Augusta Gouveia


amiguinhos

10/03/2010

Tenho dois amiguinhos:

 Um  louco,  outro louquinho.

Um moreno, outro clarinho

Um quieto, outro adortoadinho

Um seco,  outro molhadinho

Um bem culto, outro cabeçudinho

Um silêncio, outro latidinho

Um wil, outro ronaldidnho

Um pepê, outro biduzinho

AMBOS FELIZES


megalomania

10/03/2010

Li ontem uma materia, enviada por uma grande amiga, sobre o roubo de água do Amazonas por navios-tanque estrangeiros. A água é captada na foz do rio e depois levada para países da Europa e Oriente Médio. Fica mais barato tratar a água roubada do que dessalinizar a água do mar desses países.

Ano passado, dirigia numa das avenidas principais de Niterói quando fui fechado por um veículo. Além do susto, não houve nada que justificasse sequer que eu descesse do carro. O outro motorista porém, não só desceu do dele como arrebentou no chute a porta do meu, quebrou a calha com a mão e ainda me deu vários socos pela janela aberta do meu carro.

Segundo a agência da ONU, calcula-se que 815 milhões de pessoas no mundo sejam vítimas crônicas ou graves de subnutrição, a maior parte mulheres e crianças de países em vias de desenvolvimento.

O deputado Edmar Moreira possui, em São João Nepomuceno – MG, um castelo avaliado em 25 milhões de reais, imóvel que não consta em sua declaração de Imposto de Renda. Além disso, Edmar foi absolvido pelo Conselho de Ética por contratar serviços de suas próprias empresas de segurança com o dinheiro de sua verba indenizatória, destinada ao exercício de seu mandato, utilizando 15 mil reais mensais em suas próprias empresas.

Em 10/08/2009, o Jornal O Globo, publicou uma matéria sobre a acusação, do autoentitulado Bispo  Edir Macedo, de lavagem de dinheiro desviados da igreja e repassado para empresas de fachada, que mandavam recursos fiscais para o exterior.

Hoje pela manhã  estava parado em frente ao meu local de trabalho, próximo ao pomar, e vi uma formiguinha carregando uma folha bem verde, muito maior que ela própria. Em seu afã, a formiga desajeitadamente carregava a folha em um esforço que parecia hercúleo. Por algumas vezes a folha caíra, mas a pequena formiga, de alguma forma, tornava a pegá-la e seguia seu percurso. Como não pudesse ficar ali detido por muito tempo observando qual seria o destino da formiga e da folha, saí sem saber qual o resultado do empenho.  

Sigo o dia instalado em meu escritório, com cadeira ergonômica, ar condicionado, água gelada, café fresco, desconfortavelmente  e perceptivelmente incomodado com toda  desfaçatez que passa em minha mente como torrentes de água suja de enxurrada. Sigo pensando na dor do mundo, no esforço da formiga e vergonhosamente comprazido pela cadeira ergonômica, pelo ar condicionado, pela água gelada, pelo café fresco.


e assim caminha a humanindade

09/03/2010


desabsorvido

09/03/2010

Em 2007 meus laços com a minha grande amiga Leandra estreitaram-se sobremaneira  a  partir dos preparativos e da realização de uma viagem aos Estados Unidos. Foram dias de um contato íntimo, profundo, fraterno, apaziguador. Os dias iluminados pela primavera fluíam fáceis.

 Tínhamos riso pra tudo:  ajeito e desajeito das malas, cochilo (ou sono profundo) no parque, mendigo seduzido no metrô, mamma mia! Caras feias do hotel, ovos no café da manhã, desculpe, prefiro donnuts…Garota, eu vou pra Jamaica, não sabia que era tão perto de Nova Iorque! O museu? Tá visto! Twelve or twenty? Gente como esses marroquinos da loja da frente são lindos! Hoje vamos comprar rodinhas para patins ou Victoria’s Scret? Olha, estão gravando um filme ali!

Em nossas paspalhacices inventávamos palavras que pudessem expressar a sensação do momento. Mas confesso que essa eu não sei quem inventou, acho que fui eu, talvez olhando Leandra sorrindo para algo inusitado ou  cochilando em meu ombro ou atenta ao mapa de bolso ou tomando uma cerveja: você me desabsorve!  Boa noite, Leandra….Leandra, boa noite….. Já dormiu!


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